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Supply Chain 4.0

Cadeia de suprimentos 4.0

Domine todos os detalhes que envolvem a cadeia de suprimentos 4.0, tão importantes para qualquer empresa, mantendo-se a par das transformações que estão modernizando o setor.

 

Como a Slowbalisation afeta a cadeia de suprimentos

A segunda onda da Indústria 4.0

Benefícios de uma cadeia de suprimentos inteligente

Blockchain em compras e na cadeia de suprimentos

Robótica: papel dos robôs na cadeia de suprimentos moderna

 


Como a Slowbalisation afeta a cadeia de suprimentos

O termo Slowbalisation, criado para descrever a desaceleração do comércio internacional, está em alta.

Desde o início dos anos 90, quando teve início, a Globalização impulsionou o crescimento econômico. Atualmente, no entanto, o comércio global está desacelerando e ocorrendo em termos mais regionais.

Qual o impacto desse encolhimento nos negócios e na cadeia de suprimentos? Neste blog post, vamos refletir sobre esse tema. Acompanhe!

Porque a Slowbalisation está ocorrendo

Nos anos 90 a Globalização fez surgir a ideia de um mundo plano, onde as fronteiras pouco importavam quando o assunto era fluxo de ideias, bens, serviços e capitais.

O desenvolvimento nos setores de tecnologia, comunicação e transporte reforçaram esse conceito, sugerindo um mundo cada vez mais conectado.

Mas eis que nos últimos anos esse movimento começou a ficar mais lento, dando origem à Slowbalisation. Por que?

Uma conjunção de fatores levou a essa condição, entre eles, as mudanças geopolíticas. O avanço de governos nacionalistas e protecionistas, com destaque para os Estados Unidos, colocou a globalização na berlinda.

Mas não é o único motivo. O avanço tecnológico ocorrido em todos os cantos do planeta nivelou produtos e serviços, facilitando ao consumidor final encontrar o que precisa em um local perto de onde ele está localizado. Isso porque o mesmo consumidor, mais consciente e exigente, passou a criar uma demanda por produtos personalizados e entregas cada vez mais rápidas.

Outro fator determinante para a ocorrência da Slowbalisation são os custos altos envolvendo a aquisição de matéria-prima. Especialmente o combustível que, interfere também, no valor do transporte da mercadoria. 

As flutuações de preços no mercado de combustíveis, aliás, afetam constantemente o setor de logística, gerando inflação no preço final dos produtos. Funcionam como uma espécie de efeito dominó, onde transportadoras aumentam seus valores para não sofrer perdas e as empresas compradoras repassam o mesmo aumento para o preço final dos produtos, em uma compensação que afeta a cadeia logística.

E não podemos nos esquecer que a Globalização permitiu que países emergentes ficassem mais ricos, podendo produzir mais e, claro, aumentar o consumo de seus próprios bens – o que nos leva a concluir que ela pode ter sido vítima de seu grande sucesso.

Slowbalisation X Cadeia de Suprimentos

Durante os anos 90 e começo do século 21, muitas empresas definiam suas cadeias de suprimentos no uso de mão-de-obra barata, mesmo que estivesse do outro lado do planeta.

Com a mudança para uma logística just-in-time, contudo, esse tipo de decisão mudou, criando mais um motivo para a ocorrência da Slowbalisation.

A adoção de um modelo onde o estoque é adquirido conforme a necessidade, operando com níveis continuamente baixos, ajuda a reduzir custos e aumentar a eficiência. No entanto, exige uma programação bastante cuidadosa para a demanda de produtos, evitando falta de materiais – em nosso blog você encontra um artigo que mostra qual é o mais vantajoso para finanças da empresa na indústria 4.0: adquirir produtos ou serviços (CAPEX ou OPEX)?  Vale a pena ler descobrir!

No lugar de grande quantidade de materiais – adquiridos a preços menores em países com custos de trabalho inferiores – entraram em cena:

  • mão de obra local, com maior qualificação e conhecimento das etapas produtivas;
  • soluções tecnológicas capazes de planejar e monitorar cada etapa do processo de produção, evitando desperdício e interrupções por falta de peças.

Na verdade, a regionalização conta com o auxílio dos avanços tecnológicos. A cadeia de suprimentos da Indústria 4.0 tornou-se muito mais inteligente, incorporando análises de dados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina.

Esses recursos geram aumento da visibilidade e controle do supply chain, permitindo a rápida identificação de qualquer falha que possa afetá-lo, tornando suas operações mais eficientes e otimizadas.

E, para o futuro, é bem razoável supor que novas tecnologias surgirão para desenvolver a cadeia de suprimentos conforme as necessidades de diferentes mercados e diminuir a dependência em relação a produtos que hoje só podem ser encontrados em locais mais distantes. É o caso da impressora 3 D, por exemplo, entre outras tecnologias inovadoras sobre as quais já falamos em nosso blog – saiba mais em 4 tecnologias que mudarão para sempre o comércio global!

Cadeia de Suprimentos confiável: essencial na Slowbalisation

Um dos principais cuidados a serem tomados com a cadeia de suprimentos na pós-globalização é garantir a disponibilidade dos materiais necessários à produção.

Isso já é possível com as sofisticadas tecnologias existentes, que analisam a cadeia em tempo real, garantindo eficiência, agilidade e redução de custos – nesse sentido, conheça uma proposta que une confiabilidade e rapidez no momento de efetuar as compras de sua empresa.

Mas, na era da Slowbalisation, também é imprescindível contar com uma rede estendida de cadeia de suprimentos. E a melhor forma de garantir essa rede é contar com a parceria de uma empresa que possa fornecer qualquer item com as melhores condições de preço e prazo.

A Soluparts é especializada na aquisição de todos os tipos de materiais industriais para manutenção, reparos e operações, facilitando todo o processo de compras.

Conte com experientes profissionais para tornar sua cadeia de suprimentos muito mais eficiente – mesmo em épocas de Slowbalisation. Faça uma cotação e surpreenda-se com nosso serviço.

 

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A segunda onda da Indústria 4.0

A segunda onda da Industria 4.0 começou recentemente, mas já traz modificações significativas para o ambiente corporativo.

A Indústria 4.0 é um termo que ecoa em nossa cabeça e, apesar de ser relativamente nova, ela já está em transformação. É a chamada segunda onda da Indústria 4.0 – tema deste nosso artigo. Acompanhe!

O conceito da Indústria 4.0 pelos olhos de seu criador

Uma explicação “simples” para o termo é dizer que ele se trata da fusão dos mundos digital, físico e virtual. A definição é do criador da Indústria 4.0 — ou  “Quarta Revolução Industrial” —  Henrik von Scheel, nomeado pelo jornal Financial Times como umas das autoridade mundiais líderes em estratégia e competitividade. De acordo com ele, essas três realidades se uniram para promover a maior mudança estrutural dos últimos 250 anos.

Scheel desenvolveu, em 2008, a ‘Agenda Digital’ da Alemanha, em um momento em que o país passava por dificuldades de produtividade e via seu crescimento econômico travado. A estratégia foi reunir indústria, universidades e governo e elaborar um roteiro para a economia, que tivesse como centro o aumento da eficiência em todos os setores de fabricação – mais detalhes em artigo do próprio autor.

A intenção era aumentar a produtividade e o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, por meio da maior eficiência em todos os setores, com base em tecnologias e aplicativos já existentes na época ou encaminhando-se para o sucesso. Deu certo. E foi o começo da Quarta Revolução Industrial.

Para o considerado “pai” da nova indústria, dentre os principais resultados da fusão das realidades digital, física e virtual, estão:

  • Um crescimento sem paralelo em eficiência e produtividade;
  • Uma redefinição do cenário competitivo em uma escala nunca vista antes;
  • A introdução de produtos inteligentes e novos modelos de serviço;
  • A criação da próxima geração de excelência operacional;
  • A automação inteligente, a conectividade completa e o alinhamento verdadeiro em toda a cadeia de valor.

primeira onda da Indústria 4.0 teve início ainda em 2009. Ela configurou-se no encontro das tecnologias emergentes, envolvendo a digitalização, a Internet das Coisas, a robótica e sistemas como Advance Analytics e Cloud Computing – veja nosso artigo sobre tecnologias que estão mudando o comércio global.

Entretanto, desde 2016, já se vive a segunda onda…

A segunda e atual onda da Indústria 4.0 

A segunda e atual onda da nova indústria, por sua vez, vai ainda mais além. Segundo Henrik von Scheel – que você pode ver o perfil no linkedin, ela está focada em soluções como, e principalmente, a Inteligência Artificial (IA) — além de Blockchain (baseada em ativos), Automação Inteligente, Comunicação 6G, bem como em novas fontes de energia.

Essa fase da Indústria 4.0 também traz para os processos industriais, justamente, uma nova era de excelência operacional — ou seja, transforma a fabricação, as operações, os serviços de produtos, os sistemas de produção e, até, o design.

Nesse sentido, peças, máquinas e seres humanos, bem conectados — por avançadas soluções tecnológicas e digitais como Inteligência Artificial, Automação Inteligente e Comunicação 6 G —  terão a possibilidade de tornar os sistemas de produção mais rápidos e eficientes e, assim, chegar a um nível jamais visto.

O líder em estratégias e competitividade afirma que as mudanças propostas pela Indústria 4.0 exigem dos gestores uma busca por mudanças em seu modelo competitivo, aumentando a capacidade de fornecer produtos com preços mais baixos em toda a cadeia de suprimentos.

Scheel salienta que “os fabricantes precisam repensar toda a cadeia de valor” e também “precisam aplicar diferentes pensamentos e conjuntos de ferramentas“. Henrik von Scheel ainda pontua que existem apenas seis maneiras diferentes de modelar suas operações de fabricação. São elas: receita, valor, custo, desempenho, serviço e modelo operacional.

O ser humano no centro das mudanças

A autoridade referência em estratégia e competitividade faz outra importante observação, aqui: é o ser humano, e não a tecnologia (como a maioria das pessoas pensam), que está no centro da quarta revolução industrial.

“E embora a tecnologia certamente seja o principal impulsionador da segunda onda, o que pode ser a coisa mais fascinante sobre a mudança que está acontecendo hoje é a capacidade das tecnologias de IA de colocar os humanos no centro de tudo o que se esforça para alcançar. Esse fato o diferencia das revoluções industriais do passado”, enfatiza Henrik von Scheel.

Ele destaca que as empresas não podem atrasar o avanço de suas jornadas digitais de IA porque se assim o fizerem ficaram para trás de seus concorrentes que já adotam essas vantagens competitivas – fazendo com que o fosso entre os líderes e os retardatários cresça rapidamente.

Vale salientar que já se projeta uma terceira onda da Indústria 4.0 — esta, a partir de 2025. Ela envolverá a Computação Quântica, a Cibersegurança, a Neuro-tecnologia, a Nano-tecnologia e a Bioinformática.

Agora — conhecendo um pouco melhor a respeito dessa redefinição do cenário competitivo — não é difícil concluir que a busca por novos equipamentos, peças, produtos e serviços (modernos, atualizados e da mais alta eficiência) é uma necessidade para a evolução do processo industrial. A empresa que deseja  crescer precisa estar à frente da concorrência.

A  Soluparts — companhia global que possui escritórios tanto no Brasil, quanto na Alemanha, em Portugal, em Hong Kong e nos Estados Unidos — pode conectar você aos fabricantes mais relevantes ao redor do mundo.

Somos especializados em compras de todos os tipos de materiais industriais e temos acesso a milhares de produtos e fornecedores do mundo todo – saiba mais sobre a nossa empresa!

Para entender melhor como a Soluparts pode ajudar o seu negócio a conectar-se, de vez, com a quarta revolução industrial, entre em contato com a nossa equipe de especialistas!

 

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Benefícios de uma cadeia de suprimentos inteligente

Entenda como a transformação digital e a Indústria 4.0 estão impactando o setor de compras- e aumentando a demanda por uma cadeia de suprimentos inteligente.

Com a globalização – mesmo em desaceleração – e a transformação digital, o supply chain  está se tornando cada vez mais complexo, aumentando as pressões por um processo mais moderno e eficiente.

Portanto, é essencial contar com uma cadeia de suprimentos inteligente, que explore os recursos digitais e tecnológicos disponíveis atualmente. Entenda melhor o cenário com a leitura a seguir.

Desafios da cadeia de suprimentos na transformação digital

A disseminação das tecnologias da Indústria 4.0 tem revolucionado cadeias de suprimentos que já estão usando a Internet das Coisas (IoT), automação, inteligência artificial e análises em tempo real para otimizar, acelerar e prever suas operações.

Nesse cenário, muitas empresas já estão repensando sua logística, aproveitando as tecnologias digitais – e novas regras, como o Incoterms 2020 – para acompanhar o ritmo de mudança e aprimorar suas capacidades operacionais.

Passar de uma cadeia de suprimentos tradicional para a implementação de um formato digital e inteligente requer uma grande transformação.

Para se preparar para esse momento, conheça os elementos tecnológicos que estão sua à disposição.

Elementos de uma cadeia de suprimentos inteligente

Muito tem se falado do uso de Bots, Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para tornar a cadeia de suprimentos mais eficiente – a respeito do tema, produzimos um conteúdo que mostra 4 tecnologias que estão revolucionando o comércio global.

Todos eles são, mesmo, muito importantes. Mas existem outros recursos disponíveis, como os que destacamos a seguir.

1. RFID – Radio Frequency Identification

O sistema de RFID é composto de uma antena, um transceptor (que faz a leitura do sinal e transfere a informação para um dispositivo leitor) e de uma etiqueta de RF (rádio frequência), que contém a informação a ser transmitida – essas etiquetas podem estar presentes em produtos, peças, equipamentos, etc.

Funciona assim: a antena emite um sinal do circuito integrado e transmite as informações para o leitor. Ele, por sua vez, converte as ondas de rádio do RFID em informações digitais, que podem ser lidas por um computador, armazenando esse dados.

Dessa forma, permite o controle de tudo o que entra e sai de uma fábrica, garantindo atualização e controle do estoque – visibilidade em tempo real – e facilitando o rastreamento de materiais.

2. Sensores inteligentes

Excelente suporte à uma cadeia de suprimentos inteligente, os sensores possibilitam monitorar máquinas em tempo real, enviando alertas a um centro de controle, caso alguma peça esteja com defeito e precise ser trocada – ou até mesmo quando o período produtivo de alguma peça estiver chegando ao fim.

Dessa forma, permite a realização de manutenção preditiva, indicando o momento certo para a aquisição de peças e produtos. Além da redução de custos, aumenta a eficiência produtiva, já que diminui os riscos de precisar parar as máquinas para manutenção​​​​​.

3. Drones

Pode parecer complexo, mas já estão sendo feitos testes utilizando drones para entregas. Além da entrega de encomendas na casa do comprador, outra possibilidade é a distribuição a partir de um caminhão que, chegando em determinado ponto de sua rota, libera vários drones para entregarem pedidos em locais próximos à parada.

Usar drone equipado com uma câmera para escanear os itens de um estoque também é uma forma possível de melhorar controles e processos.

4. Robôs

Tarefas repetitivas como mudar produtos de uma área para outra de um depósito podem ser feitas com a ajuda de robôs, aumentando a eficácia e liberando os colaboradores para trabalhos mais estratégicos.

A Amazon Robotics investiu nesse recurso, diminuindo erros e custos (antes, era comum que produtos e materiais fossem armazenados em local errado, levando à compra desnecessária de itens já existentes no estoque), além de melhorar a eficiência – conheça o sistema Kiva que permitiu o uso de robótica nos armazéns da empresa.

5. Integração de processos

Uma cadeia de suprimentos inteligente precisa integrar etapas e equipes, criando uma comunicação em tempo real que possa ser usada por todos no processo produtivo

Essa integração promoverá melhora na comunicação, antecipação de problemas, maior agilidade na detecção e solução de falhas. Também favorece o acesso a dados essenciais para definir estratégias e controlar as demandas com maior eficácia.

O mercado oferece várias opções que precisam ser avaliadas segundo as necessidades e particularidades de cada organização. Com o Business Intelligence, as informações dos sistemas de todas as áreas e tecnologias – como internet das coisas -, vão para um mesmo dashboard, gerando gráficos e tabelas e permitindo que equipes interligadas acompanhem todo o processo em conjunto em tempo real – no caso da cadeia de suprimentos, manutenção, compras e logística compartilhariam as informações em um mesmo dashboard..

Implantando uma cadeia de suprimentos inteligente em sua empresa

A aquisição de novas tecnologias requer um bom planejamento, evitando riscos como adquirir itens que não ofereçam uma relação custo-benefício positiva ou, ainda, que não sejam realmente necessários para a realidade dos negócios.

E, embora sua jornada em direção a uma cadeia de suprimentos digital possa exigir as melhores e mais avançadas tecnologias, lembre-se que muito do sucesso dessa operação está conectado às pessoas. É preciso que as empresas levem consigo seus colaboradores por cada etapa, preparando sua força de trabalho para esta nova cadeia de suprimentos, através de treinamentos, por exemplo.

Com esses cuidados, será possível verificar muitos benefícios no supply chain, entre eles:

  • Maior eficiência: tempo útil do processo produtivo melhor aproveitado, erros minimizados;.​​​​​
  • Transparência: uma cadeia de suprimentos inteligente permite que informações sejam compartilhadas com todos os interessados e em tempo real;
  • Recursos distribuídos corretamente: quantidade adequada de peças, evitando estoque parado ou falta de materiais.

Uma cadeia de suprimentos inteligente pode, por exemplo, integrar os dados de sensores conectados em armazéns e depósitos com informações que mostram a utilização de peças, permitindo um planejamento de compras que leve a redução de custos e maior qualidade em todo o processo de comprar.

Quer saber mais sobre cadeia de suprimentos inteligente, receber dicas e novidades do setor? Assine a nossa newsletter.

 

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Blockchain em compras e na cadeia de suprimentos

Blockchain em compras e na cadeia de suprimentos

Quem atua na área de compras e cadeira de suprimento, provavelmente, já ouviu falar sobre criptomoeda, bitcoin e blockchain.

Com a ascensão da moeda digital (bitcoin sendo a mais conhecida) no comércio global, muitas empresas iniciam a aplicação dessa tecnologia nas suas operações a fim de modernizar, agilizar e otimizar processos. Isso acaba por trazer novos conceitos e serviços a serem replicados conforme demanda.

O conceito de blockchain é relativamente novo e, de forma simplificada, pode ser definido como uma série de registros imutáveis de dados, gerenciado por um sistema descentralizado de computadores que não pertence a nenhuma entidade, esse bloco de informações é protegido e vinculado entre si, usando criptografia.

Por ser um serviço que ainda gera muitas dúvidas e incertezas, elaboramos este artigo para desvendar esse conceito e sua aplicação no departamento de compras e em supply chain.

O que é Blockchain, afinal?

Antes de conceitualizar essa tecnologia, precisamos falar brevemente sobre bitcoin.

A criptomoeda descentralizada – ou dinheiro eletrônico – já é utilizada desde 2008, quando foi apresentada no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador ou grupo de programadores sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto. 

O bitcoin é considerado a primeira moeda digital mundialldescentralizada, criando um sistema econômico alternativo. A moeda não necessita de terceiros para funcionar, ou seja, não depende de bancos, grandes corporações ou governos para que o dinheiro seja movimentado.

As transações financeiras com bitcoin são gravadas em um banco de dados distribuídos – uma rede descentralizada extremamente segura e sem uma estrutura com entidade administradora central chamada blockchain.

Para ilustrar, podemos comparar o blockchain a um livro razão público (ou livro contábil) que faz o registro das transações da moeda virtual, de maneira confiável e imutável. Ele registra informações como: a quantia de moedas transacionada, quem enviou, quem recebeu, quando essa transação foi feita e em qual lugar do livro ela está registrada.

O serviço armazena as informações de transações, em blocos, carimbando cada bloco com um registro de tempo e data, sendo portanto, uma cadeia de blocos – chain of blocks. E o que o torna tão especial é o fato de não ser submetido a uma autoridade específica, mas ser um sistema no qual as informações estão abertas a todos que dele fazem parte – sendo todos os envolvidos responsáveis por suas ações.

A principal vantagem do serviço é que, com ele, as transações são transparentes, bloqueadas e protegidas por meio de criptografia, tornando extremamente difícil qualquer tentativa de fraudes – mas é bom ressaltar que isso não torna o sistema completamente seguro.

E já que toda modernização que traga agilidade e maior segurança no processo de compras é benéfica, a tecnologia de blockchain é vista cada vez mais como um potencial disruptor de mercado em compras e na cadeia de suprimentos. 

Aplicação de Blockchain no departamento de compras

De acordo com a consultoria MarketsAndMarkets, o mercado de blockchain deve crescer bastante nos próximos anos – o faturamento do setor passará de 1,2 bilhão de dólares para 23,3 bilhões de dólares globalmente e a taxa de crescimento anual é de 80,2%. Já a Gartner posicionou o blockchain com viabilidade de grande crescimento nos próximos cinco a dez anos.

Como podemos notar, as inovações baseadas nessa tecnologia são promissoras, com diversas maneiras e motivos para que ela seja aplicada nos processos de compras e cadeia de suprimentos. Vejamos algumas delas:

A) Contratos Inteligentes

blockchain em compras permite a criação de contratos inteligentes à prova de violações e que automatizem ações para atender às condições pré-determinadas. Por exemplo, as condições de pagamento incorporadas ao contrato geram automaticamente notificações de faturas de contas a pagar e a receber, com base nos dados aprovados e armazenados na blockchain, dispensando o fornecedor da necessidade de emitir a fatura e do comprador de validá-la.

B) Confiança nas informações 

blockchain, como o nome sugere, é uma cadeia de blocos que armazena informações digitais. Para que uma nova informação seja incorporada ao seu banco de dado, é preciso passar por 3 etapas:

  1. Ocorrência de uma transação: uma transação individual é incorporada a um bloco que se junta a outros para formar uma rede segura de blocos encadeados, todos eles carregando um conteúdo único. O grande diferencial é que o bloco posterior soma seu próprio conteúdo à impressão digital do bloco anterior, gerando sua própria impressão digital – e assim sucessivamente;

  2. Verificação da transação: uma rede de computadores verifica cada transação para certificar-se que ela ocorreu conforme foi informado pela pessoa responsável pela transação. Só então, o processo é confirmado, juntando-se a milhares de outros processo semelhantes;

  3. Identificação da transação com um código: finalmente a transação recebe um código de identificação, chamado de hash, e o bloco é adicionado ao blockchain. O hash funciona como uma espécie de selo, caso o bloco seja alterado, o hash muda, o que invalida aquele bloco.

Após todas essas etapas, as informações são registradas no “livro-razão” (ledger), de onde não podem ser apagadas.

Além disso, cada rede de blockchain tem “nós” que reúnem participantes com a mesma finalidade – por exemplo, “nós” de bitcoin são usados para transferir dinheiro. E cada vez que uma pessoa consegue validar um bloco ou identificar um erro na rede, recebe uma recompensa. Esses sentinelas do blockchain são chamados de miners.

Com todos esses cuidados, os riscos inerentes a bancos de dados tradicionais deixam de existir, oferecendo segurança nas informações trocadas via blockchain e, ainda, facilitando o rastreamento de dados.

C) Maior transparência 

A tecnologia blockchain em compras também aumenta a transparência em todo o processo, uma vez que o registro de todas as transações não pode ser modificado por ninguém sem que haja identificação da alteração. E, havendo uma transação mal intencionada, pode ser identificada e tratada antes de tornar-se um dano aos negócios. Inspecionar as ações da rede e apontar modificações suspeitas é outra das competências dos miners.

Exemplos de blockchain em uso na cadeia de suprimentos 

O uso de blockchain na cadeia de suprimentos já é uma realidade e vem gerando benefícios para muitas empresas.

No segmento de alimentação, por exemplo, a rede de supermercados Walmart se uniu à IBM para rastrear carne de porco proveniente da China. Já a Unilever, a Nestlé e a Dole também fizeram uso da experiência da IBM e adotaram o IBM Blockchain para aprimorar a rastreabilidade de alimentos como bananas, chocolate e frango – o blockchain registra a origem de cada item, onde é armazenado e sua data de validade.

Ela também vem ajudando a rastrear todas as etapas do comércio global do café, do agricultor ao consumidor, colaborando para garantir a procedência do produto e para chegar a um preço mais justo ao consumidor final. A irlandesa Moyee Coffee foi uma das primeiras empresas a inovar e usar a tecnologia.

É evidente que o blockchain em compras e na cadeia de suprimentos permitirá avanços que vão da proteção contra fraudes à velocidade no processo de aquisições. E mesmo que a inovação não aconteça de uma hora para outra, vale a pena pensar como incorporar essa tecnologia em sua empresa para que ela saia na frente.

Aproveite, também, para otimizar o processo de compras contando com a experiência da Soluparts. Presente em cinco países e negociando com os maiores fornecedores do mundo, nossos especialistas lhe garantirão as melhores condições comerciais.

Experimente: faça uma cotação sem compromisso!

 

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Robótica: papel dos robôs na cadeia de suprimentos moderna

Robótica: papel dos robôs na cadeia de suprimentos moderna

A utilização crescente de tecnologia que marca a chamada Indústria 4.0, vem sendo discutida por diferentes setores econômicos, a fim de atender as mudanças globais ocorridas nas últimas décadas.

Esta preocupação foi reforçada recentemente, em decorrência da pandemia da Covid-19, que impactou (e seguirá impactando, segundo previsões) as nossas vidas pelos próximos anos.

Há vários exemplos de avanços e desafios tecnológicos que estão acontecendo em áreas da economia. Na cadeia de suprimentos, por exemplo, uma dos desafios é a automatização de atividades que são feitas por humanos.

Segundo estudo da DHL sobre robótica na área de logística, em torno de 80% das atividades de centros de operações ainda são feitas manualmente, porém este número mudará drasticamente em um futuro próximo.

Experiências já vem sendo feitas nesse sentido e você conhecerá algumas delas lendo este artigo. Acompanhe!

Impacto da robótica na supply chain

Um recente post do portal RoboticsBiz, especializado no assunto, diz que há duas questões relevantes relacionadas à supply chain moderna: a primeira refere-se à necessidade crescente de tecnologia para dar conta da quantidade de entregas (por exemplo, dados comprovam o aumento da demanda de venda em varejo online em países como Estados Unidos, China, França, Alemanha, Reino Unido, entre outros). Já a segunda aponta para a redução da disponibilidade de mão de obra qualificada voltada a este tipo de serviço.

A revista Forbes também publicou recentemente um artigo sobre o tema, discutindo os impactos da tecnologia autônoma na supply chain, através do auxílio no transporte de bens sem a participação humana (ou com interferência reduzida) e de um controle mais apurado de inventários.

Até recentemente, percebiam-se dificuldades tecnológicas para a implementação de robôs nas cadeias de suprimento e atividades de logística. Porém, esta questão está se desenvolvendo rapidamente e podemos ver hoje robôs que apresentam alto grau de precisão em suas funções, auxiliando na redução de gastos e aumento da produtividade.

Além do uso de robôs em depósitos, tema discutido anteriormente em artigo sobre os benefícios de uma cadeia de suprimentos inteligente, há outras soluções sendo desenvolvidas e que se encontram em diferentes etapas de aperfeiçoamento, sendo importantes para a supply chain moderna. Veja abaixo algumas delas.

1. Robôs nas lojas

Existem já alguns casos de robôs móveis e drones em lojas, auxiliando no controle de estoque e preço dos produtos nas prateleiras. Recentemente, a Walmart anunciou que utilizará robôs da empresa Bossa Nova Robotics para realizar estas atividades, facilitando o trabalho dos funcionários de suas unidades.

2. Caminhões autônomos

Casos práticos de utilização de caminhões autônomos, como em minas de ferro na Austrália, mostram que eles podem ajudar a aumentar a eficiência das empresas e a segurança das equipes.

Vários testes de desenvolvimento de caminhões autônomos já foram realizados nos últimos anos. A Uber, por exemplo, já realizou uma experiência bem sucedida há três anos, mas decidiu priorizar outras frentes de seu negócio – outros importantes atores do mercado de caminhões autônomos são: Embark, Daimler/Mercedes, Volvo, Tesla e TuSimple.

Porém, existe uma série de obstáculos para este tipo de atividade: há um risco significativo de acidentes que podem ocasionar a morte de pessoas. A percepção pública em relação à segurança deste tipo de veículo é um ponto crucial que influenciará o futuro dos caminhões autônomos.

Outro desafio encontrado refere-se à redução de investimentos para o desenvolvimento de caminhões autônomos. A empresa Starsky Robots é um caso: teve nos últimos anos experiências bem sucedidas com esta modalidade de caminhões, porém está encerrando suas atividades por conta da redução de aportes financeiros.

Uma possibilidade para o futuro é a mudança de foco, de veículos totalmente autônomos para modelos mais simples semiautônomos, que permitirá a redução da ação humana, com a participação de robôs em determinadas etapas da supply chain.

3. Entregas autônomas

O sistema de entregas (entre elas, as “last mile”, do centro de distribuições até o cliente) torna-se mais complexo com o aumento crescente da demanda de entrega em domicílio, gerando a necessidade de investimentos em automatização para reduzir custos e suporte a trabalhadores a fim de aumentar a produtividade.

Várias empresas já estão testando esta tecnologia em cidades e campi de universidades. A ideia é que robôs levem a encomenda às casas das pessoas, sendo necessário digitar um código para liberar o produto que se encontra em um baú. A Ford, por exemplo, vem testando a tecnologia para sentir a recepção dos clientes em relação a este tipo de entrega.

É importante destacar que os robôs também poderão ajudar os trabalhadores em entregas mais complexas, com o uso de exoesqueletos que auxiliarão a erguer e manusear cargas maiores e pesadas. Drones também poderão ser utilizados para entregas, em casos de pessoas que moram em locais remotos. E robôs poderão receber a encomenda nas residências dos clientes, caso eles não estejam disponíveis.

4. Trens de carga autônomos

Testes também já foram realizados nos Estados Unidos para este tipo de transporte autônomo. Regulações federais no país estão indicando para a liberação, entretanto, as autoridades reforçam a necessidade de haver tecnologias anticolisão para evitar acidentes. Como solução, empresas de transporte de carga já começaram a implementar sistemas de Inteligência Artificial e Machine Learning em seus protocolos de segurança.

Desafios para o futuro

Há uma série de iniciativas que estão promovendo o aumento da automatização na supply chain. Para o aperfeiçoamento desta atividade, centros de tecnologia avançada estão sendo criados para estimular a inovação e o desenvolvimento de soluções (como o caso da Honeywell Robots, nos Estados Unidos).

Por exemplo, uma importante novidade prevista é a de que os robôs do futuro ficarão conectados à nuvem, permitindo o controle e a precisão cada vez maiores em suas tarefas.

Desafios deverão ser enfrentados, como as questões de percepção pública, segurança e definição de leis que permitam a utilização deste tipo de tecnologia, inclusive em supply chain. Porém, os especialistas indicam um futuro promissor para esta área.

A utilização de robôs na cadeia de suprimentos ainda está em estágio inicial, mas promete oferecer muitas facilidades às empresas.

E por falar em facilidades, a Soluparts é uma empresa especializada em compras de materiais indiretos e está à disposição para otimizar seu processo de compras. Fale com nossos especialistas e saiba mais!

 

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Conheça as 5 tendências que estão revolucionando as cadeias de suprimentos

Conheça as 5 tendências que estão revolucionando as cadeias de suprimentos

Para se destacar e se manter competitivo na era digital é preciso ficar atento às novas tendências e inovações. Por essa razão, a Soluparts preparou artigos com as principais mudanças da nova década para você não só ficar por dentro, mas repensar, ressignificar e revolucionar sua cadeia de suprimentos e seu departamento de compras. Acompanhe!

Papel da Experiência Imersiva na Cadeia de Suprimentos Moderna
6 dicas para desenvolver uma cadeia de suprimentos ágil
Como utilizar conceitos de Economia Circular nas cadeias de suprimentos
A importância da economia compartilhada para as cadeias de suprimentos modernas
Formas de aplicar a metodologia ágil no setor de compras
Como tornar as cadeias de suprimentos mais éticas?

 

 

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